
Certa vez um homem caminhava pela praia e enquanto pensava, admirava o mar dando altas ondas imaginando o mundo dentro de um tubo perfeito.
No mais instintivo desejo de poder encontrar uma pedra preciosa, aquela que ofuscasse seus olhos calmos e seu coração inquieto, ele pensou tão alto, mais tão alto, que o grande mestre dos mares, Netuno, surgiu para ele dizendo: Meu filho, tu desejas com tanta convicção que não pude deixar de ouvi-lo, nem a sereia com seu cântico hipnotizante pôde abafar o seu pensamento. Trago para ti, uma coleção de jóias para que você possa escolher aquela que lhe dê mais luz, mais riqueza, mais vida, porém, terás que abrir mão da sua coleção.
O homem então disse: Netuno, a riqueza que procuro não há como colecionar. Ela está tão reluzente que eu a sinto mesmo de olhos fechados e que por mais que me ofereça outra opção, eu vou escolher a mais simples, porém, a que eu possa guardar comigo para sempre, pois essa sim trará-me sorte.
Então, o jovem escolheu a tal jóia preciosa carregando-a com a sabedoria de preservá-la. Netuno então falou: Fez a escolha certa homem de bem! Esta jóia manteve-se escondida para àqueles que não enxergaram com a simplicidade dos seus olhos. Ela é tão valiosa que a torna camuflada por si só, protegendo-a dos olhos cegos. Agora vá e guarde-a consigo, pois assim você estará protegido também.
Netuno então se despede submergindo nas águas límpidas e de ondas perfeitas, proporcionando o nirvana para o homem que antes de pedir, pensava que poderia ter várias jóias, mas encontrou a verdadeira jóia rara que a leva em todos os lugares reais e imaginários.
